Novo estudo do Global Child Forum revela que as empresas da região podem fazer mais para proteger as crianças

São Paulo 4 April  2017:  

Pesquisa lançada durante o Global Child Forum destaca oportunidades para aumentar o compromisso com os direitos das crianças na América do Sul

São Paulo, 4 de abril de 2017: Um novo estudo do Global Child Forum revela que as empresas da região podem fazer mais para proteger as crianças. O estudo, “Os Direitos da Criança e o Setor Corporativo da América do Sul”, relata como as empresas integram e informam os direitos das crianças. De acordo com o relatório, as empresas sul-americanas obtiveram uma média de 2,2, de uma pontuação possível de 9, abaixo da média global de 2,9.

O relatório foi lançado hoje no evento líder no tema Global Child Forum na América do Sul. O relatório de referência, que examinou 282 das maiores empresas da América do Sul, indica, entretanto, que o desempenho da região está se comportando no mesmo nível, ou ligeiramente acima, de outras regiões do mundo em vários indicadores. Embora isso seja positivo e promissor, pode-se fazer mais para garantir que as empresas protejam os direitos das crianças em suas operações.

“Nossa pretensão com este estudo é enfatizar que o forte crescimento econômico na região não deve vir à custa das crianças e dos jovens”, disse Douglas Woods, sócio e diretor administrativo do Boston Consulting Group Brasil, colaboradores neste relatório. “No geral, a região é caracterizada por grandes disparidades e contrastes – e essa realidade também se reflete na comunidade empresarial. Embora existam muitas empresas líderes ativas e preocupadas com o bem-estar infantil, infelizmente também existem muitas empresas e segmentos onde a exploração ainda é muito comum”.

Algumas das principais conclusões do relatório são:

  •  Menos de 10% das empresas têm líderes ou conselhos administrativos que assumem a responsabilidade pelos direitos das crianças; esta pontuação é um pouco menor do que a média quando comparado com outras regiões.
  • Embora 59% das empresas avaliadas tenham uma política ou declaração contra o trabalho infantil, apenas 24% das empresas informam os resultados de suas políticas, por exemplo, sobre as descobertas dessa prática em suas cadeias de fornecimento.  21% das empresas informam outras questões relacionadas com os direitos da criança, como a exploração sexual ou o marketing de produtos direcionado para elas. Esta pontuação do indicador é significativamente mais elevada do que a de outras regiões.

“A gestão corporativa tem a responsabilidade não só de liderar, mas também de atender aos seus públicos de interesse – e não menos importante, às crianças”, disse Fiona Rotberg, diretora de pesquisa do Global Child Forum. “No entanto, existem muitas razões para sermos otimistas em relação a esta região. Muitas empresas estabeleceram políticas empresariais contra o trabalho infantil e abordam questões importantes que afetam os direitos da criança, como segurança de produto e marketing. Importantes empresas regionais em todos os setores da indústria podem abrir caminho para a instituição de parcerias e iniciativas em todo o setor para proteger as crianças e seus direitos.

Embora muitas empresas entendam a necessidade de proibir o trabalho infantil, nem todas consideram medidas adicionais nas quais suas operações de negócios podem afetar o bem-estar das crianças, por exemplo, considerando os direitos delas no desenvolvimento de seus produtos, serviços e atividades de marketing; assegurando que elas não sejam exploradas em grandes projetos de infraestruturas e oferecendo instalações de creche no local ou licença maternidade ampliada.

De acordo com o relatório, dois setores industriais da região se destacam dos seus congêneres: o de Óleo e Gás e Serviços Públicos, bem como o Financeiro e Imobiliário. Essas indústrias têm uma pontuação, em média, maior do que os outros. Áreas que estão atrasadas incluem alimentos e bebidas, bens industriais, bens de consumo e saúde. No entanto, a maioria dos setores do estudo tem várias pontuações altas (6-9 pontos). Os principais exemplos são Banco do Brasil, EcoPetrol, EDP, Holcim, Klabin, Falabella, Telecom e Duratex.

Como resultado do Global Child Forum in South America, o Global Child Forum está desafiando as empresas a tomarem uma ação, nos próximos 30 dias, para apoiar os direitos das crianças. Compartilhe esta ideia com o Global Child Forum, durante o mês de maio, e eles irão dar destaque para a ação por meio do #30ways30days.

Note to Editors:
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Sobre o Global Child Forum

Fundado em 2009 pelo Rei e Rainha da Suécia, o Global Child Forum é um fórum líder para os direitos das crianças e empresas dedicadas ao pensamento inovador, ao compartilhamento de conhecimento e ao networking. O Global Child Forum acredita no poder e na responsabilidade das empresas, trabalhando em parceria com todas as partes da sociedade, para criar uma sociedade próspera, sustentável e justa para as crianças do mundo. Além de fóruns, o Global Child Forum oferece perspectivas de pesquisa, melhores práticas e ferramentas de avaliação de risco projetadas para explorar oportunidades de negócios para integrar os direitos das crianças em suas operações e comunidades. O Presidente Honorário do Global Child Forum é Sua Majestade o Rei Carl XVI Gustaf. Para mais informações, por favor visite: www.globalchildforum.org. Participe da conversa, utilizando a hashtag do evento #gcfSAM.

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